Avisa os teus amigos de que estamos quase a chegar

duarte nuno braga luz del mar

«Avisa os teus amigos de que estamos quase a chegar! Preparem uma grande festa! Diz-lhes que vimos de Portugal, que somos um povo nobre, de coragem, filhos de Deus. Diz-lhes que estamos cansados, com fome e com sede. Queremos boa carne, bom peixe, água fresca, terras férteis e riqueza para o nosso amado rei D. João e para a nossa honrada pátria. Ouro, prata e outros metais preciosos. Especiarias raras, aves exóticas, cheiros e sabores. E eles que passem a palavra pelos mares, pelos rios. De terra em terra, pelas florestas e pelas aldeias e cidades, pelas gentes que as povoam, de filhos para pais e de pais para avós. De servos para chefes e de chefes para mestres. Mostra-lhes como somos magnânimos. Que vamos abraçar todas essas terras e havemos de voltar mais tarde com mais portugueses como nós, que as hão de povoar e fazer prosperar. Assim é a vontade de Deus Nosso Senhor.»

in «A Confissão do Navegador» de Duarte Nuno Braga

É a vida Alvim no Canal Q 17/05/2016

Screen Shot 2016-05-24 at 14.08.26Ver os videos:
https://www.youtube.com/watch?v=uqOuWPypwD4 (1ª parte)
https://www.youtube.com/watch?v=x-A_cUk5fMM (2ª parte)

Radioclube 19/05/2016

radioclube

Ouvir a entrevista

Revista Estante 17/05/2016

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A confissão do navegador-thumbnail

A Confissão do Navegador, de Duarte Nuno Braga, é um romance histórico que relança a discussão em torno dos Descobrimentos.

Será mesmo verdade aquilo que temos como factual na História de Portugal? E se o Brasil não tiver realmente sido descoberto por Pedro Álvares Cabral? E se a Índia tiver sido governada por esse mesmo navegador, uma espécie de herói anónimo de Portugal? É o que é explorado neste romance histórico.

O livro

A Confissão do Navegador é uma obra de ficção que tem como base factos históricos e antigas lendas populares. O enredo tem início no ano de 1493, quando D. João II convida o capitão Duarte Pacheco Pereira a conhecer Cristóvão Colombo. A partir daí, narra-se a viagem deste navegador que o conduz a muitos perigos mas também à inesperada descoberta do Brasil e à conquista de Índia, contrariando os factos que hoje se conhecem.

O autor

Duarte Nuno Braga nasceu em 1975 e é natural de Lisboa. É licenciado em Engenharia Eletrotécnica, empreendedor de pequenas e grandes empresas, mas acabou por se dedicar às letras. Formador na área da escrita criativa, A Confissão do Navegador é o seu primeiro livro.

O gancho

Duarte Pacheco Pereira existiu realmente e chegou a ser descrito em Os Lusíadas de Luís Vaz de Camões como “Aquiles Lusitano”. Embora se trate de ficção, A Confissão do Navegador desvenda a pouco conhecida figura deste navegador, mostrando que podem existir outras verdades nos factos que conhecemos da História de Portugal e do mundo.

Artigo original: http://www.revistaestante.fnac.pt/a-confissao-do-navegador/

Diário Digital 17/05/2016

Duarte Nuno Braga resgata o nome do verdadeiro descobridor do Brasil

Por Pedro Justino Alves

A confissão do navegador-thumbnail

De certo modo, em «A Confissão do Navegador», editado pela Presença, Duarte Nuno Braga resgata para debate popular a importância de Duarte Pacheco Pereira, segundo teorias seguras o verdadeiro navegador que descobriu o Brasil. O seu primeiro livro aborda a sua fascinante vida, um homem que, «com 150 portugueses, duas caravelas e meia dúzia de bateis, derrotou o exército de 50.000 do samorim graças a uma genial estratégia de combate».

Ganha um prémio literário aos 14 anos, mantém um blog sobre escrita e agora é editado o seu primeiro livro. Como surge a Engenharia Eletrotécnica?
Por amor (risos). Antes de receber esse prémio era apaixonado por uma vizinha. Ao saber que ela se ia inscrever na turma de eletrotécnica, informei os meus pais de que essa seria também a minha vontade. A verdade é que ela mudou de escola e o meu plano falhou. Felizmente, gostei muito daquela disciplina até aos dias de hoje. A pergunta que fica é: “Como poderemos com, 13 ou 14 anos, saber escolher uma profissão?” A vida é tão dinâmica. Nunca é tarde para mudarmos e seguirmos os nossos sonhos. Tento fazê-lo todos os dias.

Estas duas “áreas”, científica e literária, estão mais próximas do que muitos acreditam? Até que ponto o seu lado profissional é complementar à escrita?
Creio que estão muito próximas, sim. Os autores estão cada vez mais ligados às redes sociais; alguns dão mesmo formação a distância em escrita criativa através do e-learning; os livros são editados em versões digitais.
Eu, por exemplo, dou formação em edição de e-books e ajudo os meus alunos a divulgar as suas obras nas diversas redes sociais recorrendo a técnicas avançadas de social-media. A imagem do escritor, isolado do mundo e com a velha máquina de escrever, começa a desvanecer, ainda que lhe reconheça um certo glamour. Como diz Paulo Coelho, as redes sociais não vendem por si, mas, pelo menos, ajudam a divulgar as obras e os seus autores. É essencial que um escritor atual siga de mão dada com as novas tecnologias.

Escolhe como tema central do seu primeiro livro Os Descobrimentos. Algum motivo especial?
Na verdade, foram os Descobrimentos que me encontraram a mim. Sonhei por diversas vezes com algumas das cenas descritas no livro. Eram ideias que não me saiam da cabeça, como se alguém me chamasse a desvendar um mistério. Confesso que, quando decidi escrever um romance histórico, achei que seria um passo demasiado ousado para um primeiro livro.
Contudo, decidi arriscar, provavelmente não tanto, quanto os nossos heróis dos séculos XIV-XV.

E porque escrever sobre Duarte Pacheco Pereira?
Como disse, existia um mistério por desvendar, que queria ser tornado público. Debrucei-me sobre vários navegadores portugueses e encontrei diversos estudos que atribuíam a descoberta do Brasil a Duarte Pacheco Pereira. Comecei por ler a obra que o próprio encetou em 1505 — um regimento náutico dedicado a D. Manuel I, no qual regista a descoberta do Brasil em 1498. Mas que não haja dúvida: os feitos deste cosmógrafo-navegador não ficariam  por aí. Não mais tive dúvida de que tinha encontrado a minha história e que a minha missão seria contá-la.

Acredita que Duarte Pacheco Pereira é um nome “renegado” na História dos Descobrimentos?
Duarte Pacheco Pereira deveria ter, no mínimo, um lugar na história equiparado ao de Vasco da Gama. Não só terá descoberto efetivamente o Brasil, como era um homem da confiança de D. João II, assinou o Tratado de Tordesilhas, liderou a defesa de Cochim ao lado de centena e meia de portugueses contra exércitos de 50.000 homens. Os cronistas da época não poupavam elogios a Duarte Pacheco Pereira. Não foi por acaso que o poeta Camões o apelidou de “grão Pacheco, o Aquiles Lusitano” em “Os Lusíadas” .
O historiador Joaquim Barradas de Carvalho considera-o um génio comparável a Leonardo da Vinci, pois, com a antecipação de mais de dois séculos, calculou o valor do grau de meridiano com uma margem de erro de apenas 4%. Foi claramente uma das personalidades mais representativas do Renascimento Português.

Apresenta no livro que Pedro Álvares de Cabral foi uma escolha política em termos da Descoberta do Brasil. Qual é a sua opinião? Acredita piamente que foi Duarte Pacheco Pereira quem descobriu o Brasil?
Duarte Pacheco Pereira, tal como referi, escreveu, em 1505, o seu regimento náutico “Esmeraldo de Situ Orbis”, onde revela a descoberta do Brasil em 1498. Note-se que esta obra, a que todos podemos ter acesso, só viria a ser publicada 400 anos depois. Terá sido por acaso? Existem historiadores portugueses conceituados que defendem esta teoria. É o caso do Prof. Jorge Couto ou mesmo do Prof. Contente Domingues.
Há quem vá mais longe. Como se sabe, o Tratado de Tordesilhas, assinado por Pacheco, estendia em mais 270 léguas a oeste do meridiano de Cabo Verde o território a ser descoberto que seria atribuído aos portugueses, desde que a sul do paralelo de 27 graus. Esse aditamento à Bula Papal era essencial para englobar a nova terra. Foi também estabelecido um prazo que previa que qualquer nova descoberta seria atribuída a Castela. D. Isabel chegou a mandar caravelas para averiguar se os portugueses teriam descoberto secretamente algum território. Contudo, nada encontraram durante esse período de carência. Com todos estes constrangimentos, é muito razoável aceitar que Duarte Pacheco Pereira teria também estado no Brasil antes de 1494 e que as suas proezas jamais poderiam ser reveladas.
Existem ainda registos de que um dos tripulantes de Cabral se chamava Duarte Pacheco. Muitas ilações se poderiam tirar daqui…

Por diversas vezes aborda no livro a fé de Duarte Pacheco Pereira. Até que ponto a religião teve um papel central na sua vida?
Não há religião sem fé, mas creio que pode existir fé sem religião. E é essa a orientação em que me sinto confortável. A religião pressupõe determinadas doutrinas, a aceitação coletiva de determinadas regras. Respeito a liberdade religiosa de todos. Não há religião que não tenha coisas boas, assim como não há religião que não tenha coisas más. Só a tolerância pode aproximar os homens. Tenho fé de que o Universo nos dá infinitas oportunidades de encontrarmos o nosso caminho. Só temos de entender os sinais e enfrentar os medos. Não deixa de ser inspirador a fé que comandava os homens como Duarte Pacheco Pereira, que se aventuravam nos oceanos sem qualquer garantia da existência de terra. Na minha opinião, nos dias atuais, numa missão espacial, o desconhecido não tem comparação com odesconhecido dos nossos navegadores. Há quinhentos anos não tinham equipas de milhares de profissionais a acompanhar as missões ou tecnologia de segurança e comunicações como as que existem hoje.
Valia-lhes somente a fé.

Também salienta o seu patriotismo, como aconteceu, por exemplo, com a escassez de água na nau Espírito Santo, quando Duarte Pacheco Pereira colocou em causa a sua própria vida, desde que assegurasse o regresso da sua expedição. Este foi o outro pilar do seu caráter?
Como imagina, a viagem descrita é ficcionada, na medida em que não existem registos históricos, diários de bordo, etc., ou não fosse ela a causa de tanto mistério. Contudo, pelos estudos que fiz acerca desta personagem, nomeadamente em “Lendas da Índia”, do cronista Gaspar Correia, Duarte Pacheco Pereira foi sempre um homem pronto a morrer pela pátria. Nada era mais importante do que a glória do reino. O rajá de Cochim ofereceu-lhe tesouros muitos valiosos, em forma de agradecimento pela libertação da cidade. No entanto, o navegador português rejeitou tais presentes. Regressou sem nada a Portugal, deixando, inclusivamente, o seu filho Lisuarte, de apenas 20 anos, ao serviço do rajá.

As pedras lançadas ao mar por Afonso era um costume habitual na época?
Esse episódio foi totalmente ficcionado, mas essencial para demonstrar a importância que os homens davam à fé e à esperança de regressar às suas casas após longas estadas nos oceanos. Foi também uma forma de permitir a descoberta de um crime ocorrido a bordo.

Salienta também a sua integridade e retidão, como são os casos de Nassim, de Pascoal, do filho de Afonso. Quem foi, para si, o homem Duarte Pacheco Pereira?
Foi um notável navegador português, provido de uma fé que provavelmente não se encontra nos homens de hoje. Foi um líder nato, sempre pronto para defender a bandeira nacional. Estudava as estrelas como ninguém, foi o primeiro a usar a numeração árabe no seu regimento náutico, foi cavaleiro da guarda de D. João II, descobriu o Brasil, assinou Tordesilhas, construiu com as suas próprias mãos a fortaleza de Cochim. Com 150 portugueses, duas caravelas e meia dúzia de bateis, derrotou o exército de 50.000 do samorim graças a uma genial estratégia de combate. Derrotou corsários, foi governador de São Jorge da Mina. E, depois de tudo isto, poucos conhecem os seus feitos. Por essa razão, fiz questão de lhe dar voz neste romance histórico.

Não aborda o “fim” de Duarte Pacheco Pereira após a sua libertação. Porque esse desfecho, de certo modo, abrupto? 
Após o episódio do encarceramento, deixam de existir registos acerca dos seus últimos anos de vida. Damião de Góis escreveu nas suas crónicas que terá morrido na miséria. Estudos recentes levam a crer que essa crónica poderá ser imprecisa, uma vez que existe documentação que comprova que Duarte Pacheco Pereira tudo fez para que, após a sua morte, a família não passasse dificuldades económicas.
Do ponto de vista literário, também me agrada deixar algum espaço aos leitores de forma a que construam também eles a sua própria imagem de Duarte Pacheco Pereira.
No meu blogue duartenunbraga.com disponibilizei uma breve biografia com algumas curiosidades sobre a vida do herói esquecido. Também terei o maior gosto em discutir o assunto com os leitores através da minha página no Facebook.

Uma última questão: «- Até onde se estende a Literatura, Duarte?»
A literatura tem a incrível capacidade de se estender até ao infinito. E, para um homem de fé, o infinito tem um nome: Chama-se Deus.

Artigo original: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=825633

Lançamento do livro “A Confissão do Navegador”

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Lançamento do livro “A Confissão do Navegador” com apresentação de Sara Rodi, domingo, 29 de Maio, às 18h30 na FNAC Chiado.
Podem confirmar a presença no facebook.

Diário de Notícias 16/05/2016

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Cada um no seu tempo

13177725_1023823294372109_744922553904982643_nCada um no seu tempo. Cada um no seu espaço. Nada me deixa mais angustiado do que uma noite sem ti. Passo! Sem o aconchego do teu abraço. Do cheiro do teu corpo. Do teu silêncio. Do teu rosto. De um conforto. Do teu riso que antecede a gargalhada. Da tua respiração descontrolada. Do teu sono enrolado no meu. E, quando os olhos se fecham, já não é o cansaço que desliga a luz das estrelas. São as almas que renascem, sorriem e brincam. Divertem-se como pequenas crianças, que não sentem o tempo passar. Combinam o dia seguinte, os dias seguintes. Falam de toda uma vida. Das nossas vidas. Destas. E das próximas. Segredam-nos aos ouvidos, contam-nos histórias de amor. Aguardam que a noite adormeça e a magia mais bela aconteça: ver-te acordar outra vez.

Excelência Portugal 10/5/2016

capa_confissao_NavagadorDuarte Nuno Braga nasceu em 1975 e é natural de Lisboa. O prémio literário que recebeu aos 14 anos incentivou-o a continuar a escrever. Licenciado em Engenharia Eletrotécnica, fez carreira na área das tecnologias. É autor do blogue duartenunobraga.com, onde se entrega à escrita, ao contacto com outros autores e sobretudo à partilha com os leitores. Dedica-se à formação em escrita criativa. A Confissão do Navegador é o seu primeiro romance histórico.

De que forma chegas a esta personagem histórica, Duarte Pacheco Pereira, e a incluis no teu livro?

Comecei por descobrir “A Confissão do Navegador” através da meditação. Alguns episódios narrados apareciam-me, muitas vezes, em sonhos, como se estivesse a ser chamado para desvendar segredos antigos. Comecei a investigar a vida de diversos navegadores quinhentistas até que conheci a história escondida de Duarte Pacheco Pereira. E, nesse preciso momento, não tive mais dúvidas de que era ele o capitão desta história incrível.

Duarte Pacheco Pereira poderá ser mais um herói ignorado na nossa história?

Não tenho quaisquer dúvidas disso. Duarte Pacheco Pereira terá estado duas vezes no Brasil, antes de 1500. A sua fé, aliada aos seus conhecimentos de cosmografia, foram determinantes. Portugal precisava de conseguir um caminho marítimo para a Índia, tão seguro quanto possível. As aguadas em África eram muito inseguras, devido à hostilidade dos nativos e D. João II necessitava de alternativas. É muito provável que a descoberta do Brasil tenha ocorrido em 1493. No ano seguinte, o próprio Duarte Pacheco Pereira assinava o Tratado de Tordesilhas, que estendia a linha divisória da bula papal em 270 léguas a oeste de Cabo Verde, incluindo assim aquele novo território. No mesmo tratado ficaria salvaguardado um período de carência que concederia a Castela quaisquer terras descobertas. Revelar o descobrimento do Brasil naquela altura seria algo impensável. No seu tempo, Duarte Pacheco Pereira foi um grande visionário e os seus feitos foram notáveis, mas a nossa história não lhe deu o lugar de destaque merecido.

Escrever um romance histórico implica um trabalho e um estudo extenso. O que fizeste para dar corpo ao teu romance?

Este romance demorou cerca de dois anos a completar. Foram muitas horas de biblioteca, a consultar compêndios antigos e o próprio regimento escrito por Duarte Pacheco Pereira. Tive o máximo de cuidado possível nos pormenores. Se num determinado episódio descrevi uma tempestade, é porque existem registos, nesse dia, dessa intempérie. Toda a parte ficcionada foi feita de uma forma não contraditória com os registos históricos existentes. Isto é, o rei pode não ter dado um anel a Duarte Pacheco Pereira, como é descrito no primeiro capítulo. Mas não existe um documento a dizer que não deu. Os factos históricos, por outro lado, são narrados com o maior rigor possível.

Também tive alguma sorte. No desenrolar do romance, o herói tem um amor proibido com Antónia, com quem viria a casar mais tarde. Faltava-me saber se, efectivamente, poderia ser um amor proibido. Fiquei incrédulo ao descobrir que existem indícios de que a família de Antónia terá estado exilada em Castela, por conspiração contra o rei. A nossa história é tão rica que a escrita de um romance acaba por se simplificar. (risos!)

Ganhaste um prémio quando eras mais novo. Ficar tantos anos desligado da escrita fez-te duvidar das tuas capacidades?

Não posso dizer que alguma vez tenha duvidado das minhas capacidades enquanto autor. Desde muito novo que gostava de escrever. Lembro-me de inventar notícias em pequenos bilhetes e lê-los para a família. Durante a adolescência, concorri com um conto a um prémio literário e fiquei em primeiro lugar. Recordo-me de que investi todo o prémio num rádio-transmissor. Gostei tanto daquilo que ganhei um entusiasmo pelas telecomunicações, até hoje.

A verdade é que o universo tem a incrível capacidade de nos devolver oportunidades atrás de oportunidades. E, desta vez, agarrei-a! Creio que o meu problema foi gostar sempre de fazer muitas coisas diferentes. (risos!)

De que forma a tua busca interior – fizeste cursos de meditação, aprendeste astrologia, música, palavras e poesia, viste artes ancestrais, fizeste massagem Thai – te ajudou na tua vida?

Sempre gostei da mudança e de me questionar. A minha busca interior não termina aqui. Creio que acabou de começar. Na minha perspectiva pessoal, este livro é muito mais do que uma obra sobre os descobrimentos. É um guia de auto conhecimento. Creio que muitos leitores encontrarão nele também algumas respostas. Costumo dizer que a coragem e impulsividade, quando coabitam, podem ser explosivas. A minha busca interior ajuda-me a apaziguar essa efervescência. Por outro lado, a vida é para ser vivida, certo? Só temos de encontrar um equilíbrio.

Estavas à espera de tantas solicitações após a publicação de «Duarte Pacheco Pereira – O Navegador que descobriu o Brasil»?

Confesso que não tinha consciencializado quaisquer perspectivas nesse sentido. Nem altas, nem baixas. Vivi com muito amor e dedicação todos os diferentes momentos deste livro. A pesquisa, a escrita, a revisão, a publicação e agora a divulgação. Costumo dizer que a felicidade não se encontra no horizonte, ela mora no caminho da vida. E só poderemos realmente vivenciá-la se colocarmos as expectativas de lado.

Contudo, e sem falsa modéstia, não escondo a minha satisfação por ver as atenções postas em torno desta obra, quer por parte da comunicação social, quer por parte dos leitores.

Queres falar-nos de influências? Que escritores e livros te marcam?

A maior influência é a minha própria vida e a forma como encaro as situações com que deparo. Não há escritor que não tenha um pouco de si nos seus livros. No plano da escrita espiritual, tenho de referir Paulo Coelho, que considero um mestre. No contexto do enredo e das descrições, O Equador de Miguel Sousa Tavares é um néctar. E, se isso fosse possível, gostava de tirar o curso da linguagem própria de Mia Couto.

O que queres dizer ao teu público-leitor e a quem ainda não te descobriu?

«A Confissão do Navegador» é um empolgante romance histórico que nos leva a vivenciar as emoções das viagens marítimas dos descobrimentos e da conquista das Índias. Numa época envolta em segredos, conspirações e amores proibidos, o capitão português, pejado de fé e perseverança, enfrentou a fúria dos oceanos, combateu exércitos poderosos e realizou descobertas de importância vital para o país. Porém, na rota das suas viagens, Duarte Pacheco Pereira descobriu muito mais do que poderia sequer imaginar.

Além de sugerir a leitura do meu livro, gostava de incentivar os leitores a darem uma oportunidade aos novos autores portugueses. Felizmente, existem cada vez mais pessoas a escrever – e bem!

Aproveitem as redes sociais para conhecer os autores, que estão ávidos de receber os vossos comentários e partilharem experiências. Procurem Afonso Reis Cabral, Manuel Monteiro, Célia Loureiro, Sara Rodi, Nuno Nepomuceno.

Leiam autores portugueses, ajudem a cultura portuguesa!

Artigo Original:
http://excelenciapt.com/site/?p=6253

Autor: Rodrigo Ferrão    Data: 10-05-2016
Publicado em: Cultura, Entrevistas

Diário Digital 5/5/2016

Duarte Nuno Braga desvenda a vida do navegador Duarte Pacheco Pereira

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«A Confissão do Navegador», de Duarte Nuno Braga, é uma das apostas da Presença. «A vida de Duarte Pacheco Pereira foi de tal forma grandiosa e apaixonante que, ao descrevê-la, fiquei várias vezes com uma vontade de saltar para dentro do manuscrito e privar com aquele grande navegador», refere o autor.

«Corre o ano de 1493. D. João II convida o navegador Duarte Pacheco Pereira a conhecer Cristóvão Colombo. Joga-se o destino de Portugal e do próprio Duarte Pacheco Pereira, incumbido de uma missão secreta que o leva aos confins do Atlântico. Neste empolgante romance histórico desvenda-se a figura pouco conhecida do navegador descrito por Camões como o «Aquiles lusitano». Do perigo dos mares ao calor da Índia e da batalha, somos levados para uma época envolta em segredos, conspirações e relações proibidas. A ambição de um reino muda a vida de um homem dividido numa busca espiritual entre a lealdade e o amor.»

 

Artigo Original
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=823901