Cada um no seu tempo

13177725_1023823294372109_744922553904982643_nCada um no seu tempo. Cada um no seu espaço. Nada me deixa mais angustiado do que uma noite sem ti. Passo! Sem o aconchego do teu abraço. Do cheiro do teu corpo. Do teu silêncio. Do teu rosto. De um conforto. Do teu riso que antecede a gargalhada. Da tua respiração descontrolada. Do teu sono enrolado no meu. E, quando os olhos se fecham, já não é o cansaço que desliga a luz das estrelas. São as almas que renascem, sorriem e brincam. Divertem-se como pequenas crianças, que não sentem o tempo passar. Combinam o dia seguinte, os dias seguintes. Falam de toda uma vida. Das nossas vidas. Destas. E das próximas. Segredam-nos aos ouvidos, contam-nos histórias de amor. Aguardam que a noite adormeça e a magia mais bela aconteça: ver-te acordar outra vez.

Já rimos como alguém se ri numa vida inteira

IMG_5555Não começou ontem. Foi noutra vida.
Mas nesta já dancei contigo ao sabor do vento.
Não te conheci ontem. Foi há muitas vidas.
Mas já rimos como alguém se ri numa vida inteira.
Não foi por balançarmos ontem, sempre sentimos o balanço.
Mas já sentimos a China balançar, mesmo à nossa beira.
O nosso coração não pula desde ontem. Sempre cantou uma canção.
Mas já temos tantas. Só nossas. Uma bênção.
As pontes não são de hoje. Sempre lá estiveram.
Mas se os ventos as levam, encontramo-las de novo.
Com a força de Deus, que se arrasta a um povo.
E tudo recomeça. Com o teu sorriso. Com o teu abraço.
Desde que nasce o dia, até ao seu cansaço.

in «Crónicas de um Amor por uma Princesa», Duarte Nuno Braga

Dois Dias

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Por que inventou Ele fins-de-semana de apenas dois dias? De ansiedade em ansiedade se constrói este amor e, quando dou por ela, já se transformou em calmaria, que nenhum vento derruba, nenhuma onda desapazigua, desnudando o teu corpo, envolto pela tua alma que se entrelaça na minha.
Perguntei-Lhe a razão de tal malvadez.
“Porquê somente dois dias?”
“Como assim, apenas dois dias?” – reagiu, incrédulo.
“O amor das vossas almas acontece todos os dias. Sonham um com o outro, sentem-se, fundem-se…”
“Então por que nos concedes os fins-de-semana?” – tentei compreender.
“Porque também preciso de descansar.” – e rimos os dois.

in «Crónicas de um Amor por uma Princesa»,  Duarte Nuno Braga
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